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Tabela SAC vs Price no Financiamento Imobiliário: Como Calcular e Amortizar

A escolha entre os sistemas SAC e Price define o valor da primeira parcela, o total de juros acumulados e a velocidade de amortização do imóvel. Entenda qual modalidade se encaixa melhor no seu planejamento.

Ao financiar um imóvel no Brasil, quase toda instituição financeira oferece a escolha entre dois sistemas de amortização: SAC e Price. Essa decisão, tomada logo no início do contrato, tem um impacto que se estende por décadas — no valor da primeira parcela, no total de juros pagos e até na velocidade com que a dívida efetivamente diminui. Entender a lógica por trás de cada sistema é o que permite escolher com base em números, não em achismo.

O que os dois sistemas têm em comum

Tanto o SAC quanto o Price dividem cada parcela do financiamento em duas partes: amortização, que é a fatia que efetivamente reduz o saldo devedor, e juros, cobrados sobre o saldo devedor daquele mês. A diferença entre os sistemas está em qual dessas duas partes é mantida constante ao longo do contrato.

Sistema SAC: amortização constante

SAC significa Sistema de Amortização Constante. Como o nome indica, o valor da amortização é sempre o mesmo, calculado dividindo o valor total financiado pelo número de parcelas do contrato.

Amortização mensal (SAC) = Valor financiado ÷ Número de parcelas

Como o saldo devedor cai na mesma proporção todo mês, os juros — calculados sobre esse saldo — também diminuem mês a mês. O resultado é uma parcela total que começa mais alta e vai caindo ao longo de todo o financiamento, formando uma curva decrescente quando representada em um gráfico.

Tabela Price: parcela fixa

Já a Tabela Price mantém a parcela total constante do início ao fim do contrato — o mesmo valor é pago todo mês. Para que isso seja matematicamente possível, a composição interna da parcela muda: no começo, a maior parte é juros; perto do final, a maior parte passa a ser amortização.

Parcela (Price) = Valor financiado × [ i × (1+i)ⁿ ] ÷ [ (1+i)ⁿ − 1 ]
(onde i é a taxa de juros mensal e n é o número total de parcelas)

Isso acontece porque, nos primeiros meses, o saldo devedor ainda é praticamente o valor total financiado, então os juros sobre esse saldo são altos — e como a parcela é fixa, sobra pouco para amortizar. Só depois de vários anos de contrato o saldo devedor começa a cair de forma mais visível.

Comparação lado a lado

Qual sistema escolher?

Não existe resposta universal — a escolha depende da sua situação financeira no momento da contratação e das suas prioridades:

O papel da amortização extraordinária

Independentemente do sistema escolhido, fazer aportes extras diretamente no saldo devedor — a chamada amortização extraordinária — reduz o custo total do financiamento em qualquer um dos dois sistemas. Ao amortizar um valor extra, você pode optar por manter a mesma parcela e reduzir o prazo do contrato, ou manter o prazo e reduzir o valor da parcela. A primeira opção costuma gerar mais economia de juros no total, porque reduz o tempo de exposição da dívida aos juros compostos.

O que essas contas não incluem

Tanto no SAC quanto no Price, os cálculos tradicionais consideram apenas a taxa de juros contratada. Na prática, um financiamento imobiliário real no Brasil também inclui:

Por isso, ao comparar propostas de bancos diferentes, vale sempre observar o Custo Efetivo Total (CET) divulgado no contrato, e não apenas a taxa de juros anunciada — é o CET que reflete o custo real do financiamento, incluindo todos esses componentes adicionais.

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Este artigo possui caráter estritamente informativo. Condições financeiras e taxas de juros variam de acordo com cada instituição e análise de crédito.